Evento de Inovação Aberta pede ambiente neutro e de colaboração e muita pesquisa e desenvolvimento

Open Innovation Seminar

No dia 23 de outubro tive a oportunidade de participar no primeiro dia do maior evento de Inovação Aberta do Brasil e América Latina, o Open Innovation Seminar 2011 São Paulo, apoiado pela SBGC – Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, onde o assunto mais discutido é que precisamos criar ambientes neutros e de colaboração para que a inovação aberta aconteça.

Com o tema “Crescimento Sustentável Apoiado em Redes de Inovação”, o seminário contou com diversos profissionais e estudiosos nacionais e internacionais para expor e compartilhar conhecimentos e práticas aplicadas nas suas empresas e as tendências deste mercado.

O CEO da Innvetion, Sr. Niklas fez uma ótima apresentação que mesclou inovação e empreendedorismo! Falou que num ambiente de inovação além de ter muitas ideias é preciso saber matar as que não são produtivas, pois segundo ele, você pode “falhar freqüentemente, mas falhe rápido”, para não perder muito tempo. Temos que trabalhar além da cadeia de valor (foto) e precisamos saber que nunca teremos todas as competências dentro da empresa, por isso é tão importante o ambiente colaborativo, especialmente entre as empresas e o ambiente acadêmico.

Niklas Wahlberg, da Lindholmen Science Park deixou, logo no início, uma questão para reflexão, que acredito ser uma das mais importantes para o crescimento das práticas de inovação aberta, independente da esfera de atuação ou tamanho das organizações: como incluir colaboração em um cenário tão competitivo como o que vivemos hoje?

Tentando responder a essa provocação falou-se na geração dos empreendedores que está a frente das empresas hoje que traz na sua bagagem esse movimento competitivo, mas que a nova geração, com o avanço da internet e o ambiente de colaboração que ela proporciona conseguirão ou já estão mudando esse cenário.

Outro ponto é que a maioria dos palestrantes falou sobre a importância do investimento em Pesquisa e Desenvolvimento e Niklas Wahlberg ainda incluiu que são necessários dois passos para que os projetos de open innovation tenham sucesso: demonstração e implementação.

Na trilha de Crescimento Sustentável Apoiado em Inovação, no painel Desenvolvimento sustentável, biodiversidade e inovação, os painelistas colocaram que é necessário um novo modelo de desenvolvimento colaborativo, novas medidas e repensarmos os paradigmas. Sistemas sócio-técnicos inteiros devem ser mudados, não é só pensar nos avanços tecnológicos, pois invenção é diferente de inovação. Precisamos de novas políticas que permitem a experimentação de inovação, novas visões, entendimento maior dos sistemas que trabalhamos com um conjunto de políticas. Um exemplo seria trabalhar como as PMEs podem ajudar as grandes empresas a trabalhar as políticas regionais.

Infelizmente não consegui acompanhar a palestra sobre Open innovation em PMEs, que eu queria muito, mas no painel sobre redes de inovação e inovação colaborativa no cenário brasileiro, o Professor Henry Chesbrough colocou que as empresas menores já fazem a inovação aberta, porém com outros nomes. Eu realmente acredito nisso, a grande questão que fico me perguntando o tempo todo, é por que os eventos não procuram identificar empresas menores que tem essas práticas para compartilhar com o público?

Confesso que estou ainda sondando a área de inovação e que não tenho muito histórico sobre o assunto, mas pude perceber que a inovação aberta vem expandindo sua área de atuação no Brasil e ainda temos muito que aprender com casos de países como a Suécia. Tentei fazer um resumo do que vi e ouvi, para fixar o conhecimento e abrir para se alguém tiver algo a acrescentar, fique totalmente a vontade para compartilhar!

O que você acha de tudo isso?

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