Inteligência emocional no ambiente de trabalho

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A inteligência emocional é um conceito da psicologia moderna que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e manter as reações advindas deles sob controle, assim como perceber as emoções do outro e buscar, de alguma forma, entendê-las.

Mas afinal o que é inteligência? Há muito tempo acreditava-se que ser inteligente era ter um bom raciocínio lógico, habilidade com os números e boa memória, quem não tivesse essa capacidade era destinado ao fracasso. Até mesmo os testes de aptidão para uma oportunidade profissional consideravam estas habilidades essenciais e, nessas avaliações, os fatores predominantes eram a capacidade de raciocínio lógico e de decorar fatos e números.

Há décadas surgiram reflexões, dúvidas sobre as limitações e desdobramentos da inteligência, afinal muitas pessoas tem facilidades de raciocínio lógico, mas não sabem controlar as próprias emoções.

Na visão dos psicólogos modernos, a inteligência é mais que ter um bom raciocínio lógico e boa memória, ela possui inúmeros aspectos que desenvolvemos desde o nascimento até a idade adulta, está além do que aprendemos nos livros ou memorizamos, está no contato com o outro, onde adquirimos capacidade emocional que contribui na evolução pessoal, interpessoal e intrapessoal, portanto ser inteligente implica em também em saber lidar com as emoções e reagir adequadamente a elas. O que só é possível quando buscamos conhecer a nós mesmos e ao outro, facilitando o relacionamento interpessoal, a aprendendo a dividir, colaborar e sorrir mais.

Com o autoconhecimento e o conhecimento do outro, abrimos portas para as habilidades sociais, possibilitando à convivência, o respeito, a capacidade de amar e principalmente acreditar em si mesmo.

Desenvolver inteligência é desenvolver múltiplas habilidades, inclusive emocionais. Afinal, independente do projeto, do empreendimento e das tecnologias utilizadas, a mola mestra de tudo sempre será o ser humano e toda sua complexidade ao relacionar-se com seu semelhante.

No ambiente de trabalho, por exemplo, é comum presenciarmos nas pessoas sentimentos que levam a atitudes irracionais como impaciência, intolerância, raiva, insegurança, timidez e medo, devido à falta de inteligência emocional.

O que fazer para ter esta inteligência?

Comecemos com a comunicação intrapessoal, que é aquela realizada internamente, consigo próprio. Para exercê-la com qualidade devemos deixar que a nossa percepção aflore e a consciência identifique o que está a nossa volta e como podemos reagir a essas circunstâncias, reconhecendo as emoções, sensações e intenções para uma determinada ação, e exatamente o que provocou tal reação. Nesse contexto a autoestima, a motivação e o entusiasmo são ferramentas fundamentais que levam o indivíduo a acreditar na própria capacidade.

Fundamental também é aprimorar suas habilidades de comunicação interpessoal, para que você possa conquistar admiração, respeito e a credibilidade de quem esta a sua volta. Sabendo comunicar-se e operar em diversas situações você tende a melhorar seus relacionamentos e a candidatar-se ao papel de líder de uma forma espontânea.

Acima de tudo, é preciso lembrar que não modificamos nada se não nos aceitarmos e libertarmos o que nos impede de seguir em frente, saindo de nossa zona de conforto e buscando nosso aprimoramento pessoal sempre.

Portanto, ser inteligente é também ter capacidade de gerir as próprias emoções e ter autocontrole do próprio estado de espírito, bom humor e relacionamento interpessoal, além de saber trabalhar em equipe, pois o sucesso individual depende do resultado do grupo. As atitudes profissionais empreendedoras resultam de momentos difíceis, desafios. E o sucesso é um troféu a ser conquistado a cada trecho de um longo caminho, onde a motivação é a fonte que não pode secar.

A inteligência emocional é um conjunto de aptidões utilizadas no processamento e conhecimento relacionados às emoções. Nesse contexto torna-se fundamental o entendimento que todos nascem com a capacidade de desenvolver diversas inteligências, onde ser inteligente é ser capaz de sentir, controlar e modificar o próprio estado emocional ou até mesmo de outra pessoa de forma organizada.

Segundo Aristóteles “Qualquer um pode zangar-se, isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa, não é fácil”.

No mundo dos negócios, encontramos profissionais movidos por lógica e objetivos brilhantes, mas sem habilidades no campo emocional. Por vezes isto decorre da crença que a intimidade representa o risco de substituir os interesses da empresa pelos interesses pessoais, interferindo na produtividade, ou que devem manter o sentimento ausente para que não haja interferência na tomada de decisões rígidas, quando a atual situação dos negócios não permite outra saída.

Mediante a realidade competitiva no mercado e a alta exigência dos clientes, a inteligência emocional torna-se cada vez mais necessária quanto ao planejamento das habilidades empresariais no que se refere à liderança, gestão e organização. Assim, a orientação moderna para atingir o sucesso pressupõe que as empresas criem um ambiente de trabalho permitindo que seus colaboradores se sintam seguros e motivados a crescer e a aprender com os desafios requeridos por suas realizações.

As aptidões emocionais mudam radicalmente os ambientes organizacionais, não permitindo haver dúvida quanto às relações interpessoais entre os seus profissionais constituírem uma ferramenta primordial à conquista da excelência em todas as esferas. A lógica e a emoção juntas prometem fazer a parceria definitiva no paradigma da empresa do terceiro milênio, reafirmando o pensamento de que “só quem se conecta com o invisível consegue fazer o impossível”.

Por:  Macielma Leocádia – Departamento Administrativo gosta de ler, cantar e viajar.

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